Números do Ministério da Saúde e de vários estudos realizados em instituições como o IBGE já revelam que o problema da obesidade entre as mulheres vem crescendo de maneira assustadora no Brasil. Os inúmeros malefícios relacionados a doença, tais como problemas cardíacos, hipertensão, dificuldades para engravidar, diabetes, dentre outros, trazem conseqüências graves tanto para a saúde da própria mulher quanto afetam sua família como um todo. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2010 sobre obesidade feminina apontam que o maior índice está concentrado nas mulheres de 65 anos ou mais (21,94%). No geral, 42,3% das brasileiras estão com o peso acima do ideal.
Hábitos da vida moderna, segundo especialistas, contribuem para o sedentarismo e em conjunto com a má alimentação compõem a fórmula do exponencial aumento de peso registrado em nossa sociedade nos últimos anos.
Hábitos da vida moderna, segundo especialistas, contribuem para o sedentarismo e em conjunto com a má alimentação compõem a fórmula do exponencial aumento de peso registrado em nossa sociedade nos últimos anos.
Entretanto, um estudo divulgado recentemente pela Universidade de George Washington comprovou que as desvantagens enfrentadas pelas mulheres obesas vão além dos prejuízos que afetam sua qualidade de vida. Numericamente, por estarem nestas condições, elas gastam mais do que os homens, tendo em vista que as despesas extras com remédios, idas ao médico dentre outros cuidados somam US$ 4.876 por ano, quase o dobro dos US$ 2.646 gastos pelos homens que também se encontram acima do peso. Dentro desse montante, também estão incluídas as despesas indiretas, como salários perdidos e redução de produtividade no trabalho.
Como primeiro a calcular o fardo econômico do sobrepeso, o relatório também mostra que as mulheres obesas que em 2009 tinham um salário médio de US$ 32,450 por ano e trabalhavam em período integral receberam US$ 1,855 menos que as mulheres não obesas (redução de 6%). Já entre os homens com peso normal e obesos não foi observada diferença significativa.
Avi Dor, diretor do programa de economia da saúde da Universidade George Washington diz que existe mais discriminação contra as mulheres obesas que contra os homens na mesma situação, pois ela é percebida de maneira diferente entre os gêneros.
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